Talvez esta seja a verdadeira revolução: entender que, para pertencer, não é preciso a permissão de ninguém — esse sentimento surge no instante em que você reivindica o direito sobre a sua própria história, sem pedir desculpas nem fazer concessões. Antes, eu achava que precisava fazer intermináveis testes para os olhos dos outros, esperando a confirmação de que eu era suficiente. Mas agora tenho organizado cada vez mais a minha própria galeria interna, pendurando nas paredes momentos de bondade e coragem, cada um deles uma prova do meu crescimento. (Aliás, a entrada é gratuita, embora os lanches, é claro, sejam imaginários, e o aviso “Não reembolsável!” sirva mais para dar risada.)