- 18.07.2025
Когда as janelas da casa natal de Alex se afundam na escuridão densa e as sombras piscantes dos heróis de ficção científica dançam na parede, ele fica novamente a sós com uma questão difícil. Por que ele deve ir aonde seu coração não o chama, se todas as rotas de fuga já estão traçadas passo a passo, e cada brecha é debatida à noite nos fóruns? Nesta cidade, o serviço militar é um teste público de sinceridade, um ritual para provar: “eu sou uma pessoa necessária”.
Nos suaves raios do amanhecer, o reflexo de Alex torna-se uma tela onde olhos apagados desenham dúvidas despidas ao lado de traços inseguros de ambição, traçando uma rota secreta pelas sombras do conformismo. Um pouco além das linhas borradas, começa um ritmo suave. O som conhecido do grafite no papel — curto, rápido, depois hesitante — dita o compasso: esperança, pausa, esperança de novo. Uma batida na porta interrompe o fluxo, abrupta como um prato tocado num ritmo estranho. É Lera, com um livro nas mãos, coberto de anotações coloridas feitas por ela mesma, cheias de cor selvagem.